Detalhes do Hotel Dom Rafael Executivo
Localização: Centro - Av. Rio Branco, 228
Hotel construido em: 2006
7 andares
Categoria: Confortável
1 elevador
Políticas
Check-in a partir das 12:00 horas
Crianças entre 0 e 6 anos podem obter cortesia ou descontos
VISA CRÉDITO E DÉBITO
Dinners Club
Fatura: mediante cadastro - Boleto bancário
Check-out até às 12:00 horas
Mastercard Crédito e Débito
Banricompras Débito e Crédito
Serviços e características do Hotel Dom Rafael
Acesso de laptop à internet em áreas públicas
Café da manhã gratuito
Estacionamento Terceirizado não incluso Diária
Jornais
Acesso Internet nos Aptos Banda larga
Salão de Reuniões
Lavanderia
Recepção 24 horas
Serviço de quarto 24 horas
Serviços e facilidades para reunião
Traslados Aeroporto por R$ 9,90
Garagem não incluso na Diária
Hotel Dom Rafael Executivo
O hotel Dom Rafael Executivo tem como prioridade atender as necessidades de bem-estar geral através de serviços competentes e qualificados, oferecendo soluções em hospedagem que agradem e satisfaçam a todos os nossos clientes.
Buscamos diariamente, atualizar e melhorar nossas instalações e serviços, suas críticas e sugestões sempre são de grande valia para o sucesso de nossa empresa.
Dispomos no Hotel Dom Rafael Executivo de salas para reuniões, auditório e para maiores informações sobre preços e disponibilidades informe-se pelo nosso e-mail.
História do Edifício Brilman
CONTINUIDADES E DESCONTINUIDADES (1939-2006)¹Corrêa, R. C.²Introdução
O Edifício Brilman foi inaugurado em 11 de novembro de 1940, dentro dos pressupostos de modernização constante no Estado Novo (1937-1945). À época, a Intendência Municipal era chefiada por Antonio Xavier da Rocha como intendente e seu vice era o Engenheiro Agrônomo Januário Chagas Franco. O Edifício foi construído por Jaime Brilman, comerciante local de origem judia, descendente de uma das famílias assentadas na Fazenda Philipson (1910-1930), antiga colônia de judeus, situada a 27 km de Santa Maria.
| Fachada Edifício Brilman (1941) Fonte: Acervo particular Hardy Battelt. |
| Fachada prédio antes da reforma (1995) Fonte: Acervo particular Antônio Rafael D’Império.
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Metodologia
A pesquisa está fundamentada em fonte documental como artigos do Jornal Diário do Interior (1937-1939) consultados no Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria, e nos atos e resoluções constantes nas obras compiladas por NAVÁSQUES (1938) e CARDOSO (1941). O referencial teórico detém-se em obras específicas acerca de História Urbana como RAMA (1985) e RONCAYOLO (1986). Tais obras delimitam os pressupostos básicos para a transformação de vila em cidade, fenômeno típico da modernidade. Para o cruzamento de dados, agregamos depoimentos, através da História Oral.
| Fachada com aumento de um pavimento (2003) Fonte: Acervo particular Antônio Rafael D’Império.
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| Fachada prédio, fase de reforma interna e ampliação (2004) Fonte: Acervo particular Antônio Rafael D’Império.
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Resultados
Segundo a programação oficial das comemorações do 3º. Aniversário do Estado Novo e 51º. da República Brasileira, em 9 de novembro de 1940, foram realizadas inúmeras inaugurações, dentre essas o Edifício Brilman, até então o prédio mais alto da cidade (05 andares) e o segundo a possuir um elevador (o primeiro prédio com elevador na cidade foi o da SUCV, inaugurado em 1926). A reorganização da cidade, a partir de ampla reforma administrativa, deu origem à Diretoria de Obras e Viação, ao Arquivo Municipal e ao Horto Municipal, dente outras repartições. Tal estrutura permitiu a elaboração do Plano de Expansão Racional e Urbanização da Cidade, pela Diretoria de Obras e Viação do município, em 1938, que foi assinado pelo titular da pasta, Floriano Gonçalves Dias. Esta política de reorganização urbana forneceu incentivo à iniciativa privada, caso da realização do Edifício Brilman, inicialmente pensado para abarcar um hotel.
| Fachada do antigo Edifício Brilman, atual Dom Rafael Executivo Hotel (2006) Fonte: Acervo particular Antônio Rafael D’Império.
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| Portão de entrada original do Edifício Brilman, atualmente acesso ao salão do café do hotel (2006) Fonte: Acervo particular Antônio Rafael D’Império.
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Discussões e Conclusões
Baseado nas diretrizes estabelecidas no Plano, a Intendência instituiu a chamada contribuição de melhoria (Ato 18, de 1938) que consistia em um imposto a ser pago pelos proprietários, quando seus imóveis fossem valorizados em decorrência da execução de alguma obra pública. Portanto, por trás da intenção de remodelação e embelezamento urbano de Santa Maria, Xavier da Rocha buscava, por meio de impostos, numerário para executar os demais projetos. Esta já havia sido a estratégia utilizada em outras cidades que passaram pelo mesmo processo de modernização, como o caso de Porto Alegre, durante a administração de Otávio Rocha (1924-1928). Dentre as várias discussões acerca do tema abordado, a questão da preservação do patrimônio tem sido um dos olhares possíveis para se pensar a memória da cidade de Santa Maria. Atualmente o Edifício Brilman serve ao mesmo proposto para o qual inicialmente foi construído: a hotelaria. Trata-se do Dom Rafael Executivo Hotel, recuperado pela família D'Império e reinaugurado em 15 de Janeiro de 2006. Tal projeto tende a dinamizar um espaço urbano tão valorizado para Antonio Xavier da Rocha: a Avenida Rio Branco. Pertinente para a comunidade santa-mariense este olhar atento para o passado, de forma a refletir, sobretudo, o que desejamos para a Santa Maria do futuro.
REFERÊNCIAS
[1] D'IMPÉRIO, Antônio Rafael. Entrevista cedida a Roselâine Casanova Corrêa. Santa Maria, 22 Set 2006.
[2] RAMA, Angel. A cidade modernizadora. IN:_____A cidade das letras. Rio de Janeiro: Brasiliense, 1985.
[3] NAVÁSQUES, Sebastião de. Guia Ilustrado Comercial, Industrial e Profissional do Município de Santa Maria.Porto Alegre: Editores E. G. J. M., 1938.